Longe do pago amassado, onde o tempo descansa e o açoite castiga inocentes, o bom moço que vagueia em campos cibernéticos para trazer frescas as “novas” (que na verdade são praticadas há muito tempo) já é mais subversivo e aterrorizador para alguns do que todos os barbudos de Sierra Maestra juntos e de banho-não-tomado. Sim a vida não é justa, ele sabe disso desde tempos imemoriais. Porém, usar do instrumento fabuloso que é a PALAVRA para combater as iniquidades de gestores de um sistema em eterna falência não é tarefa fácil. Ah se não é! E é por isso que dedico este texto a coragem do homem que deixou sua terra, sua morada, mas não deixou nem um segundo sequer de pensar em melhorá-la. E é com esta coragem que se forjam homens de VERDADE, que não andam de braços dados à mentira, covardia e a injustiça, por que estas são atribuições dos ignorantes, dos tiranos e dos canalhas.
Validar verdades em terras-sem-lei é quase suicídio, sei disto, mas aqui não há espaço para o temor. Acontece que, no meio de uma síncope desvairada de acontecimentos vis por parte dos que perpassam, ou até atravessam, a máquina pública, tendemos à indignação. Ou melhor, deveríamos assim agir.
Não deve haver nada melhor, para um cidadão em Porto Alegre, que lambuzar-se de um milho-verde acompanhado com um latão de Polar na Redenção depois de exaustivos trabalhos. Mas há pessoas que trocam as tentações dos prazeres cotidianos por outras nem tão recompensadoras e nada amistosas. Que trocam a solução do silêncio pela da voz ativa. Que sabem que a imparcialidade é um mito e que não é feio mostrar de que lado se está quando se está ao lado da verdade. Que não precisam ganhar dinheiro de um partido político para saber o que irão estampar nas capas de jornais, sites e blogs.
Antes de julgar um meio de comunicação, ou o próprio comunicador, há um longo caminho intelectual a ser trilhado, algo que um NENÊ ainda não está apto a fazer. Mas mesmo assim faz. E assim deliram os projetos-de-caudilhos que se assentam nas largas e fofas cadeiras azuladas da Câmara de Vereadores de São Gabriel, enquanto não estão gastando as diárias pagas pelo SEU bolso, é claro. Isso demonstra que realmente faz sentido a prática de centenas de jovens gabrielenses que teimam em fazer daquilo uma patente pública, urinando pelas paredes, pois talvez sejam atraídos pelo cheiro de coisas mais podres que vem lá de dentro.