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sábado, 10 de setembro de 2011

Reconhecimento de uma vida

     Uma vida dedicada ao esporte e a formação de jovens atletas. Esse é o saldo do professor Luiz Celcio Araujo, o Pelé, que comemorou na noite de terça-feira seu aniversário de 65 anos – 42 deles ligados à Escola Estadual de Ensino Médio XV de Novembro, em São Gabriel. Em uma iniciativa de colegas, alunos e ex-alunos, mais de 100 pessoas prestigiaram o descerramento de uma placa no colégio, para batizar a quadra de esportes com o nome do professor.

Quadra do XV de Novembro foi batizada com nome do professor

     Natural de Caçapava do Sul, Pelé ingressou como aluno no XV de Novembro em 1969, para cursar o antigo Clássico. Durante o período escolar, sempre participou como atleta das equipes esportivas, envolvimento que permaneceu mesmo depois de formado, quando passou a ser instrutor de várias modalidades, principalmente atletismo e basquete. Desde então, nunca mais parou de treinar os times do colégio.
     O funcionário público Luiz Fernando Padilha, 49 anos, jogou no mesmo time de Pelé na década de 1970 e admira a dedicação do amigo. – Ele é uma ótima pessoa. Desde que me conheço por gente está envolvido com a gurizada aqui do XV – afirma.
Sargento do exército aposentado e formado em Educação Física, pela Universidade da Região da Campanha em Bagé, em 1990, Pelé teve sua relação com a escola formalizada apenas durante o ano de 1998, quando passou em primeiro lugar em uma seleção para professores temporários. Ele treina as equipes juvenis de basquete e atletismo do XV de Novembro por puro amor ao esporte. – Tive um professor em Caçapava que me deu a primeira oportunidade como atleta. O trabalho com esses alunos aqui é uma forma de retribuir o que eu conquistei através do esporte – explica Pelé.
     O professor de Educação Física, Pedro Moreira, 50 anos, organizador da homenagem, se emociona ao falar ao colega e amigo de muitos anos. Segundo ele, batizar o ginásio com o nome de Pelé é uma forma reconhecer a dedicação do treinador enquanto ainda está comandando os times na beira da quadra. – O Pelé é aquele amigo que me ensina sempre, muitas vezes sem dizer uma palavra. Vai ser um grande orgulho entrar nessa quadra para dar aula e ver o nome dele na entrada – declarou Moreira.

Pelé (D) e o colega professor Pedro Moreira

     Tímido e de voz grave, Pelé é dono de um sorriso de orelha a orelha. Além do talento como treinador – já perdeu a conta de quantos títulos conquistou ao longo da carreira – tem a habilidade de agregar amigos. Segundo ele, a convivência como os estudantes é o maior prêmio pelo seu esforço. – O contato com os jovens renova as minhas energias – revela.
     Tanto tempo como professor rendeu a Pelé o carinho e a admiração de todos na cidade. – Em São Gabriel, quem já jogou, quem ainda joga, e quem vier a jogar basquete, passa pelas mãos do Pelé – comenta o advogado Ricardo Gomes, que participou do time da escola entre 1986 e 1989.
     Outro ex-aluno, o também advogado Júlio Cesar dos Santos, 39 anos, não poupa elogios ao técnico. – Queremos que você continue aqui por muitos anos, e que nossos filhos tenham o teu exemplo, mesmo que de bengalinha – brincou Santos durante a homenagem.
     A diretora do XV de Novembro, Andréa Bonorino Cunha, reforça a entrega do treinador ao trabalho com os jovens atletas da escola. – Ele é uma pessoa que se doa e está sempre preocupado com a formação dos alunos. É um exemplo de como devem ser todos os professores, um verdadeiro mestre – elogiou.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Limpeza

     Andei um pouco desligado de São Gabriel nos últimos dias e acabei ficando sem assunto para escrever. Mas essa minha querida terra natal não falha em me oferecer surpresas. Pela coluna do amigo Anderson Almeida, fiquei sabendo que o vereador Rômulo Farias desceu lenha no Colégio Tiradentes porque teriam obrigado seu filho, aluno da escola, a fazer faxina. “Não criei meu filho pra isso”, teria dito.
     Haja paciência vereador. Fique o senhor sabendo que muitas pessoas veem na faxina um meio de sustento pra si e suas famílias. Trata-se de um trabalho digno, tanto quanto outro qualquer. Por muitas vezes mais honesto que a vereança, diga-se de passagem. Por acaso Vossa Excelência considera os funcionários que fazem a limpeza da Câmara de Vereadores menos cidadãos que o senhor?
     Aqui em Porto Alegre, não tenho empregada doméstica. Quem cuida dos afazeres da casa somos eu e minha namorada. Eu faço faxina, vereador. E não me sinto nem um pouco envergonhado por isso. A sua casa é uma pocilga que nem limpa? Acredito que não. Portanto, segundo seu raciocínio, todo dia tem alguém sofrendo a humilhação de limpar seu banheiro.
     Faça-me o favor, vereador. O Colégio Tiradentes é administrado pela Brigada Militar. Como tal, trabalha com atividades extracurriculares do cotidiano militar, sob um regime disciplinar diferenciado. Além disso, todos os alunos que lá estão ingressaram por meio de um processo seletivo pago, ou seja, candidataram-se a uma vaga.
     Se o senhor acha que seu filho não deve se submeter às regras, troque-o de escola. No popular, desocupe a moita. Tem uma fila de jovens esperando na fila. Acredito que consiga uma vaga na Escola Estadual de Ensino Médio XV de Novembro, por exemplo. O único problema seria a falta de professores, resultado da transferência de docentes feita “nas coxas”, justamente para o Colégio Tiradentes, em função da pressão que se tinha para colocá-lo em funcionamento.
     Outro conselho vereador: o senhor pode fazer melhor uso da tribuna da Câmara para discutir assuntos do interesse coletivo da sociedade. Nunca é demais polir o que se vai dizer ao público. Se bem que polir também é limpeza e o senhor não deve ter sido criado para isso.
     São Gabriel realmente não cansa de me surpreender.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A Urcamp na UTI

     O câncer financeiro que corrói a Universidade da Região da Campanha (Urcamp) há anos atingiu a fase terminal. A Urcamp tem menos de 45 dias para apresentar uma proposta de quitação para uma dívida de, aproximadamente, R$ 900 mil, gerada pela perda de 26 ações trabalhistas movidas pelo Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (SINPRO-RS) em nome de docentes. Do contrário, o prédio do Campus 3 de São Gabriel, onde funcionam os cursos de Educação Física e Técnico em Enfermagem, pode ir a leilão.
     O problema com as contas na Urcamp é antigo, desde antes da fracassada tentativa de federalização. Em 2005, foi fechado um acordo que previa, entre outras coisas, redução salarial. A medida teve aprovação dos professores, como forma de representar a contribuição da categoria para o movimento de reestruturação da universidade. Ainda como parte desse apoio, as ações trabalhistas que tramitavam à época foram congeladas. Em 2007, em função da ausência de mudanças e de mais atrasos no pagamento, novos processos foram ajuizados. Em 2009, diante da estagnação, as ações congeladas quatro anos antes retomaram seu andamento. Assim, até agora, a situação era empurrada com a barriga.
     O quadro se agravou no ano passado. Em setembro, o prédio só não foi leiloado por que a Urcamp e o Sinpro firmaram um acordo para que os processos fossem revistos. Em dezembro, ocorreu uma audiência, mas a pendenga não saiu do lugar. No dia 24 de março deste ano aconteceu outra sessão, e a Urcamp pediu que a decisão fosse prorrogada por mais seis meses. Como o Sinpro não concordou, a justiça determinou um prazo de 90 dias, dos quais já se foram metade, para que a universidade apresente uma proposta de pagamento da dívida, sob pena de perder o prédio do Campus 3.
      De acordo com o pró-reitor do campus São Gabriel, José Rudnei de Oliveira, a Urcamp reconhece a dívida, mas não concorda com a integralidade da cobrança. A instituição pede a revisão de alguns itens, e questiona a existência de processos com teor semelhante e percentuais de cobrança diferentes. Rudnei afirma ainda que os honorários advocatícios estão acima do normal e representam cerca de R$ 300 mil do total da dívida. “Estamos implorando ao Sinpro-RS para renegociar esse valor. Contamos com o apoio do município e da comunidade para reverter essa situação. Caso o prédio vá mesmo a leilão, há um grande risco de a Urcamp fechar o Campus São Gabriel e encerrar suas atividades na cidade”, afirmou em conversa por telefone.
     É importante ressaltar que, no caso de a universidade realmente se retirar do município, os estudantes matriculados atualmente têm suas conclusões de curso garantidas por lei. O que iria acontecer é a não realização de novos vestibulares até que todos os alunos se formem.
     Segundo o diretor titular de assuntos jurídicos do Sinpro-RS, professor Marcos Júlio Fuhr, a afirmação do pró-reitor Rudnei não procede, porque os advogados cadastrados do sindicato recebem, em geral, de 10 a 15% do total das ações. Fuhr afirma também que grande parte da dívida é devido a multas determinadas pela Justiça do Trabalho, por reincidência de descumprimento das decisões pela Urcamp. “Tentamos entrar em acordo com a universidade diversas vezes, mas absolutamente nada foi feito. Nunca quisemos que a situação chegasse a esse ponto, mas é a única maneira de os professores receberem o que é devido”, argumenta Fuhr.
     De toda essa briga podemos tirar duas conclusões. A primeira é que os professores necessitam, pelo menos, começar a receber seus atrasados. Não há mais como esperar por uma solução que se arrasta há anos e nunca aparece. A segunda é que todas as alternativas possíveis devem ser analisadas para evitar o fechamento do Campus São Gabriel, pois a maior prejudicada caso isso aconteça será a comunidade.
     A principal causa para essa crise está na histórica esculhambação administrativa instalada na Urcamp. Prova disso é a condenação, publicada no Diário Oficial da União do dia 03 de maio, do ex-reitor Morvan Meirelles Ferrugem a seis anos e oito meses de prisão em regime semi-aberto, por retiradas indevidas dos cofres da universidade que somam mais de R$ 1,8 milhão. E para não ficar só no passado, basta ver que a Urcamp pagou apenas 30% dos salários de janeiro. Do dinheiro referente a fevereiro, março e abril, os professores ainda não viram um centavo.
     É urgente que se faça uma total reformulação na postura administrativa da Urcamp. Em Porto Alegre, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) sofreu uma crise semelhante há um ano e meio. Foi preciso cortar na própria carne e promover mudanças profundas para ressuscitar a instituição. O quadro atual é regular, mas ao menos o coração voltou a bater. Talvez, as medidas tomadas possam servir de exemplo para evitar a morte da Urcamp, que leva consigo o sonho do Ensino Superior de muitos gabrielenses.

sábado, 24 de abril de 2010

Descaso público com a Educação

     O que era para ser uma conquista para aprimorar a qualidade do ensino em São Gabriel se transformou em um grande transtorno. No início da semana passada, a Escola Estadual de Ensino Médio XV de Novembro perdeu três professores, que passaram a integrar o quadro docente do Colégio Tiradentes. A Escola Estadual de Ensino Médio João Pedro Nunes (Poli), e o Instituto Estadual de Educação Menna Barreto também ficaram com um professor a menos cada um. A medida abriu um rombo na grade de disciplinas dos colégios e revoltou os mais de 500 estudantes que ficaram sem aula.
     Como o assunto é educação, vou tentar explicar da forma mais didática possível o que ocorreu. O Colégio Tiradentes é mantido pela Secretaria de Segurança Pública (SPP/RS), e tem composição mista. As atividades extraclasse e administrativas ficam a cargo da Brigada Militar, enquanto a parte curricular pedagógica é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Educação, que deve compor o quadro do colégio com professores nomeados (concursados) da rede.
     Assim, os docentes foram informados de que havia vagas para lecionar no Colégio Tiradentes. Os interessados encaminharam seus currículos e a 19ª Coordenadoria Regional de Educação (19ª CRE), responsável pelas escolas da região, verificou as competências dos candidatos e encaminhou a transferência. Todo esse processo só é confirmado quando a 19ª CRE expede ao professor um documento chamado “FONO”, que comprova a troca de lotação, ou seja, que ele se desligou, total ou parcialmente, de uma escola para lecionar em outra. A coordenadoria também é responsável por informar oficialmente a escola da saída do docente e providenciar a reposição.
     A diretora do XV de Novembro, professora Andréa Bonorino Cunha, afirma que o colégio foi pego totalmente de surpresa, e que não recebeu nenhum tipo de comunicação da 19ª CRE. De um dia para o outro os professores simplesmente deixaram de comparecer. Com isso, o XV de Novembro, que já estava com falta para as disciplinas de Artes, Ensino Religioso e Espanhol, ficou ainda sem professores para Física, Português e Inglês.
     A coordenadora da 19ª CRE, Carmem Llaguno, diz que foi feito um aviso verbal, que a comunicação oficial já foi encaminhada para escola, e que se ainda não chegou é devido à distância. Mas o amigo leitor sabe que entre São Gabriel e Livramento são apenas duas horas de estrada, sendo que os professores estão lecionando no Colégio Tiradentes desde o dia 12 de abril. Llaguno informa ainda que as providências para reposição dos professores já foram tomadas, mas não sabe precisar uma data de quando isso deve ocorrer. Por enquanto, o XV de Novembro recebeu apenas um professor de Português, mas essa contratação já estava prevista mesmo antes da saída dos três docentes. Outro problema nessa troca, é que os professores receberam o FONO apenas no dia 22 de abril, com data retroativa ao dia que ingressaram no Tiradentes. Ou seja, a 19ª CRE permitiu a mudança de escola sem a devida documentação, de forma irregular.
     O comandante do Colégio Tiradentes, major Edison Fagundes Lara, ressalta que a escola apenas recebeu os professores e que, de forma alguma, tinha a intenção de prejudicar outras instituições. O major demonstra preocupação de que os alunos do Tiradentes passem a sofrer algum tipo de discriminação ou represália, o que seria absolutamente descabido, pois os estudantes são meras vítimas dessa enorme confusão. Fagundes explica também que, como muitas outras escolas pelo estado, faltam cinco professores para completar o quadro do colégio.
     Esse episódio é um exemplo perfeito do descaso com o ensino público gaúcho. Fora o fato de que a situação privilegia uma elite educacional, escolhida por meio de uma seleção paga. Qualquer pessoa que analisar um pouco mais de perto verá que o ocorrido é completamente absurdo. O XV de novembro, com 865 alunos, que há 62 anos cumpre seu papel de educar a comunidade gabrielense, perdeu três professores para o Colégio Tiradentes, recém inaugurado com apenas 90 estudantes. O pior é que esses docentes lecionavam para turmas do 3º ano do Ensino Médio do XV, enquanto todos os alunos do Tiradentes são do 1ª ano. Agora, aproximadamente 500 jovens que estão no momento de preparação para o vestibular e o ENEM, voltam para casa mais cedo porque não há quem ministre as disciplinas. Por semana, 97 horas/aula deixam de ocorrer.
      Engana-se quem pensa que se trata de um caso isolado. Por todos os cantos do Estado brotam deficiências em escolas que precisam fazer mágica para oferecer o mínimo necessário aos estudantes. Tudo consequência de um (des)Governo displicente, que sucateia cada vez mais a educação gaúcha. As demoradas contratações emergenciais de professores tentam tapar o sol com a peneira, como desculpa de uma administração intransigente que só admite realizar concurso público depois que conseguir acabar com o plano de carreira dos educadores. Tomara que o povo não tenha memória curta e possa mudar essa triste realidade nas eleições que aí estão.

sábado, 13 de março de 2010

Outra dimensão de cinema

     Finalmente, na quarta-feira que passou (10/04), me despi dos preconceitos e fui ao cinema assistir Avatar em 3D. Num primeiro momento, pensei que a história dos guerreiros alienígenas azuis não renderia nada além de mais um filme típico de Sessão da Tarde, apesar de toda a propaganda em cima os altos investimentos em tecnologia e efeitos visuais inéditos. Depois do Oscar 2010, que deu o prêmio de melhor filme para Guerra ao Terror, produção de custo absolutamente menor, resolvi tirar minhas próprias conclusões. O resultado foi um tremendo tapa de luva do diretor James Cameron, com um longa-metragem de estética surpreendente.
      É bem verdade que o enredo é simplório, cheio de estereótipos do mocinho ao vilão. Os Na´Vi, povo do planeta Pandora, lutam para defender sua terra dos invasores humanos, que não medem esforços para destruir a natureza do lugar em nome da ganância. Mas a técnica de filmagem, a condução das cenas e a construção dos cenários e personagens em terceira dimensão fazem de Avatar mais do que um filme, uma experiência.
     Pano de fundo principal, a floresta criada por meio de computação gráfica de ponta, amplifica a confusão do espectador entre o real e o virtual. Cada árvore, flor ou ser que habita a mata em Pandora parecem vivos, como se estivessem na frente dos seus olhos. Durante as filmagens, o diretor instalou uma câmera especial a frente do rosto do atores, cujos movimentos são captados para dar vida aos corpos criados no computador. Os detalhes na expressão facial dos personagens virtuais são de deixar qualquer um boquiaberto ou, no popular, de “cair os butiás do bolso”.
     Em determinados momentos você tem a impressão de ter sido transportado para o meio dos conflitos da trama. Em várias cenas, a técnica de colocar um dos personagens em primeiro plano, dá uma noção tão precisa de volume que eles parecem estar do lado de fora da tela. Da mesma forma, as minúsculas sementes de Eywa, árvores sagrada dos Na´Vi, flutuam à sua volta. E quando os guerreiros se reúnem antes da batalha é como se uma multidão tivesse invadido a sala de cinema.
     Mas para além do deslumbramento visual, o diretor consegue bons resultados com um roteiro que, apesar de simples, atinge o público com momentos de impacto e comoção. A ambição humana desenfreada que destrói a natureza em Pandora é uma analogia chocante com a realidade do nosso planeta, que causa no espectador um sentimento de solidariedade com a luta do povo Na´Vi.
     Embora o preço das sessões 3D ainda seja um pouco salgado, R$ 19,00 em média nos cinemas da Capital, a experiência é compensatória. Se o amigo leitor estiver em Porto Alegre vale a pena aproveitar a oportunidade e assistir. Depois de Avatar, vem aí o longa Alice, dirigido por Tim Burton, que estreou na Argentina com recordes de bilheteria. A história da menina no país das maravilhas entra em cartaz no Brasil em 23 de abril e promete surpreender. A tecnologia inaugurada por Cameron dá início a uma nova etapa no ramo das produções cinematográficas.

Aos poucos

     Reproduzo aqui o e-mail que recebi do professor Adilson Leones Godoi de Carvalho, sobre a última coluna, na qual falei da dependência financeira da imprensa gabrielense aos meios políticos.

Caro Carlos Ismael

Li um artigo seu no blog do Anderson Almeida (Da capital ao Pampa) e gostei muito. Acredito que críticas como esta poderão mudar aos poucos a mentalidade da época da Ditadura militar que ainda prevalece em nossa terra. Às vezes escuto falas de pessoas influentes (e com poder) na cidade e parece que estou na década de 1970, no auge da ditadura militar. Fico feliz em saber de sua defesa pela "ética, liberdade e verdade".

Um abraço,
Prof. Adilson.

     É bom saber que minha indignação faz eco em pessoas como o professor Adilson, que não ficam mudas diante do que está errado e dão seu alerta para que, aos poucos, mudemos essa triste realidade.